Ana Clara Matos: “o choro me ensinou a respirar junto com os outros”
A flautista de 30 anos fala sobre a primeira roda no clube, aos 17, e sobre os choros que vem compondo sobre Belém.
Ana Clara chegou à Casa do Choro com uma flauta emprestada e a certeza de que não ia tocar. Tocou. Treze anos depois, é uma das vozes da nova geração do choro paraense.
Como foi a primeira roda?
Eu fiquei três quintas sentada no canto, só ouvindo. Na quarta, o pessoal do Regional do Paço puxou um choro que eu sabia e alguém apontou pra mim. Errei metade, mas ninguém parou.
Na roda ninguém para pra te corrigir. A música segue e você corre atrás.
E os choros sobre Belém?
Comecei a escrever pensando em lugares: a escadinha do Ver-o-Peso, a Praça da República no fim da tarde. Cada choro tem nome de esquina.