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ENTREVISTA

Ana Clara Matos: “o choro me ensinou a respirar junto com os outros”

A flautista de 30 anos fala sobre a primeira roda no clube, aos 17, e sobre os choros que vem compondo sobre Belém.

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por Cecília Nogueira · 4 out 2026 · 1 min de leitura

Ana Clara chegou à Casa do Choro com uma flauta emprestada e a certeza de que não ia tocar. Tocou. Treze anos depois, é uma das vozes da nova geração do choro paraense.

Como foi a primeira roda?

Eu fiquei três quintas sentada no canto, só ouvindo. Na quarta, o pessoal do Regional do Paço puxou um choro que eu sabia e alguém apontou pra mim. Errei metade, mas ninguém parou.

Na roda ninguém para pra te corrigir. A música segue e você corre atrás.

E os choros sobre Belém?

Comecei a escrever pensando em lugares: a escadinha do Ver-o-Peso, a Praça da República no fim da tarde. Cada choro tem nome de esquina.